Um casting saudosista naquela passarela

Estive no Elle Fashion Preview, evento que abriu a temporada de moda brasileira, e a ideia era fazer posteriormente um texto sobre as roupas e beleza, como os artigos que costumo escrever aqui no JornaldamodA e outros veículos parceiros. Mas não dá, nesse caso, pra fazer um texto sem ser na primeira pessoa.

As roupas estavam legais, os sapatos nem tanto (gente, apenas interrompam a tendência do chinelo Rider, pls!) e as maquiagens com pele muito iluminada e pouco blush – carinha esculpida no mármore. Mas o que me ganhou foi estar ali sentada sem muita pretensão, ao lado de amigos do segmento, na mesma serenidade desde sempre, sem deslumbres ou viagens egocêntricas, e ver um casting tão lindo na passarela fragmentada assumida por Alexandre Herchcovitch.

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Lembro que Alexandre era pra mim, ainda estudante apaixonada por tecidos e modelagens, um negócio de louco! Na minha cabeça, uma das esperanças da moda brasileira brilhar e se fortalecer aqui e fora, pois dessa forma meus pais ficariam menos no meu pé falando que eu ia passar fome trabalhando nessa área. Eu olhava o suposto macro com uma lupa, pro meu próprio umbigo mesmo!

E aí ele escala Shirley Malmann, minha modelo musa da adolescência, Ana Claudia Michels, Marina Dias, Mari Weickert. Carol Ribeiro e minha querida Big in Japan, Michi Provensi, para desfilar seis looks exclusivos para essa ocasião. Não dá pra falar outra coisa além de: “Ownnn, que nostalgia!”

Por um momento percebi que a tal pergunta que fizeram por muitos anos na mídia e bastidores teve sua resposta pra mim: A moda brasileira tem história? Sim! Pra mim tem e é muito pessoal, muito afetiva.

Foto: Instagram @sammmysimon.