Balzaqueoquê? Combo casamento + filhos é pra você?

É galera, eu fiz 30 anos no dia 19 de fevereiro. Pra muita mulher isso seria um pesadelo, mas comigo a diversão rola solta. Quando tinha lá meus 15 anos não pensava assim!  Olhava para quem chegava nessa idade tão “marcante” e torcia o nariz. Achava que as mulheres quando alcançavam esse momento da vida só trabalhavam (ok, eu trabalho e muito!) e não se divertiam, usavam roupas sociais desconfortáveis e sem estilo (parece futilidade, mas isso me deixava louca! Ainda mais eu, no ápice do amor pela moda, que viraria meu trabalho 4 anos mais tarde), que talvez estivesse casada ou com filhos, o que provavelmente diminuiria a minha “mobilidade”, afinal, viajo o mundo todo e esse sempre foi um sonho de infância que a cada embarque eu realizo. De lá pra cá muita coisa mudou, principalmente dentro da minha cabeça. Mas isso falarei ao longo desses posts que continuarão aqui no JornaldamodA.

brincando-de-casinha

Hoje eu quero falar um pouco sobre relacionamentos. Quem chega aos 30 solteira, estando de boa ou não com isso, escuta, principalmente de pessoas mais velhas (tias adooooram), se não vai rolar um casamento em breve. Sem contar aqueles mais grosseiros que se acham no direito de falar que “você deveria se preocupar para não ficar encalhada”. Gente, 2014 e a galera ainda nesses pensamentos de 1800 e bolinhas! No Dia Internacional da Mulher eu li na timeline do ator Evandro Santo que mulher que decide estar solteira não encalha, pois quem encalha está parada e você solteira está em movimento. Gostei! Mas voltando pro drama de casar ou não casar, uma artista dos Estados Unidos resolveu fazer desse questionamento uma obra de arte que dura 14 anos e muitos cliques. Suzanne Heintz tirou fotos todos esses anos de “sua família” em viagens, dentro de casa ou coisas do cotidiano. Ok, seria normal se sua filha e marido não fossem manequins:

O objetivo? Confrontar a pressão social de uma mulher de um certo período. Eu, nos meus 30 anos, nunca tive esse terrorismo psicológico por parte da minha família, muito pelo contrário! Eles sempre comentam que a opção de vida que fiz até agora é o que muita gente sonha, porém não tem coragem de assumir pelo peso que a sociedade tradicional coloca nas nossas costas e que essa decisão deve ser exclusivamente minha. Ok, não sou contra o casamento, morar junto, etc. Aliás, nem sozinha estou nesse momento, mas prezo muito pela minha independência  e por já ter visto casos de meninas que acharam que seus sonhos eram resumidos em um marido, um filho e uma casa e quebraram feio a cara no futuro, pois não levaram a própria vida, o desenvolvimento individual, a sério. Em primeiro lugar, a vida deve ser sua e você precisa saber disso – não é egoísmo! Ou algum homem que priorizou a carreira frente ao relacionamento é julgado na mesma força quanto uma mulher que faz o mesmo? E isso não é uma questão de sexismo da minha parte não! Mas de quebra de valores tão antigos que sabe lá a razão de tanta gente continuar seguindo e sofrendo. O negócio é ser feliz com dignidade e independência, isso se você quer pensar a longo prazo…E também o que falo aqui não é imposição, senão eu estaria fazendo o mesmo que fazem com tantas meninas por aí. Então se eu puder dar uma dica, ela seria: Seja livre, mas da forma que você entende! Quem diz isso sou eu e meus 30 anos bem vividos 😉

Fotos:Suzanne Heintz.